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Saudades, Grand Prix

Fonte: Papo de Volei em 22/06/2018
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A Liga das Nações 2018 ainda não terminou, mas acho que já é possível fazermos uma avaliação do novo torneio. Afinal, seis semanas são mais do que suficientes para vermos como se pode fazer um campeonato mais chato e desgastante do que o Grand Prix.

A reformulação do torneio anual da FIVB só teria sentido se fosse para torná-lo mais interessante e dinâmico. Só que, com a Liga, aconteceu o contrário: há seleções demais, viagens demais, desequilíbrio demais e, como resultado, qualidade de menos.

O GP tinha ganhado em qualidade desde que a FIVB criou a divisão por grupos, utilizando-se do esquema de rebaixamento e ascensão entre as séries. Três semanas de fase classificatória e uma final. Ponto. Fórmula e tamanho ideais para o principal próposito que uma competição anual tem que ter: testar e preparar as seleções para os principais torneios do ano. Além disso, era uma fórmula que, de certa forma, tinha um caráter mais democrático e atingia um maior público do que esse da Liga, pois tinha mais seleções envolvidas em disputas em cada série. 



Duas das principais justificativas da FIVB para a criação da Liga foram as necessidades de modernização da competição  e de uma maior aproximação dos torcedores. Luiz Fernando Lima, secretário geral da FIVB, chegou a declarar para o GE que “o formato das competições tinha muitas variações de um ano para o outro. Não era um formato claro. O público não entendia muito bem a classificação das equipes. Nós tínhamos uma extensão de público muito baixa, vínhamos avançando a passos muito lentos”.

Obviamente não discuto o diagnóstico, mas também não entendo como o novo formato pode ser mais atrativo e interessante – não só para os torcedores do vôlei como também para angariar novos seguidores do esporte. 
O fato de não haver mais divisões em grupos realmente simplificou o entendimento da competição assim como uniformizar o nome do torneio anual dos homens e das mulheres. Mas a extensão da Liga – sete semanas: cinco de fase classificatória, uma de pausa e uma, a derradeira, da fase final – não atrai e atrapalha igualmente a compreensão da fórmula.

Se o GP já era um tanto negligenciado pelas principais seleções – menos o Brasil – imagina o que será da Liga nos próximos anos. Até achei surpreendente que a Sérvia e os EUA tivessem usado sua força máxima durante quase toda competição. Mas isso não deve se repetir nas próximas edições se o formato continuar tão desgastante quanto este.
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