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O que a Copa do Mundo nos mostrou

Fonte: Papo de Volei em 8/09/2015
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Há pouco menos de um ano para os Jogos Olímpicos de 2016, temos duas seleções, além do Brasil, classificadas para a disputa: China e Sérvia. Ambas conseguiram as vagas pela Copa do Mundo.

A Copa do Mundo foi bem interessante na reta final. Quando tudo caminhava para a classificação dos EUA, a Rússia foi lá e derrubou as norte-americanas. Quando tudo caminhava para a classificação russa, foi a vez da China cortar o barato e roubar a vaga e o título da Copa do Mundo. E enquanto isso, como quem não quer nada, a Sérvia foi vencendo de 3x2 em 3x2 e também carimbou o passaporte para o Rio de Janeiro.

Acho que a história desta Copa do Mundo mostra bem o equilíbrio entre as seleções e como nenhuma delas desponta como favorita à medalha de ouro em 2016. Todas as seleções mostraram que têm calcanhares de Aquiles bem expostos e limitações. 
 
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Uma das seleções que mais mostrou suas limitações foi os Estados Unidos. A não-classificação norte-americana foi um belo choque de realidade – para elas e para nós. Acho que está na hora do Brasil parar de insuflar o time dos EUA, como se ele fosse a última maravilha do vôlei.

Uma coisa é jogar o favoritismo para o adversário – o que funciona até bem contra as norte-americanas, que não sabem lidar com isso. Mas esta babação de ovo recorrente aos EUA têm os colocado, dentro de quadra, numa situação de superioridade que não é real. Eles perderam o respeito de enfrentar o Brasil e o Brasil tem um respeito exagerado ao enfrenta-los.

Os EUA têm um time habilidoso, com boas opções no banco e disciplinado taticamente. Mas, ao contrário do grupo que foi a Londres em 2012, não têm jogadoras de definição e que assumam a partida quando a situação está preta. Como de costume, tem um jogo regular, muito estudado e baseado nos erros adversários, mas é pouco capaz de reviravoltas e insights.

Os EUA serão sempre um adversário dificílimo para o Brasil, pois temos estilos de jogos parecidos. E é isso. Já passou da hora de matar o bicho-papão que construímos na nossa imaginação.

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Sobre as seleções classificadas, creio que o maior problema para o Brasil sejam as poucas oportunidades que tivemos para enfrentá-las – ao menos, com elas estando com o time completo.

A Sérvia ainda é uma incógnita. Apesar das grandes vitórias que conseguiu nesta Copa do Mundo, mostrou ser um time instável e que ainda tem que amadurecer. Quase botou tudo a perder ao vencer a Argentina somente no tie-break. Soube ser a zebra, bater os favoritos jogando sem grandes responsabilidades. Agora terá que aprender a jogar como gente grande, fazendo valer sua grandeza contra os menores.

Será que ela alcança este equilíbrio? Tenho minhas dúvidas. A Sérvia já ensaiou algumas vezes esta vinda para o grupo de elite do vôlei feminino e até agora não conseguiu se firmar.

Ainda assim, coloco a Sérvia juntamente com a China, como duas seleções que correrão por fora pela briga dos três lugares do pódio em 2016. Claro que tudo depende dos cruzamentos, das situações dos elencos no ano que vem, mas, com o cenário que temos agora, coloco EUA, Rússia e Brasil em um nível acima.

Apesar da China ter conseguido duas grandes classificações nos dois últimos principais campeonatos (o vice no Mundial e, agora, o título da Copa do Mundo), é uma seleção que ainda não me convence. Tem um time jovem e o fenômeno Zhu, mas assim como a Sérvia, me parece um time muito instável (talvez pela juventude) e que, principalmente, foge do estilo de jogo que tanto a caracterizou nas últimas décadas de velocidade e volume de jogo.

Não que uma seleção não possa mudar, só que acho a China esqueceu de manter o que tinha de mais forte e a diferenciava e não achou um ponto de equilíbrio. A China de hoje em quadra é um time sem personalidade. 

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Por fim, para falar de todos os principais adversários da seleção brasileira em 2016, temos a Rússia. Um time um tanto indisciplinado, por vezes displicente e que, ao que parece, com um relacionamento atribulado entre jogadoras e treinador. Tudo isso poderia descredenciá-la ao pódio no Rio, mas sabemos que, com a Rússia, a história é outra.

Quando elas querem e se concentram, são uma adversário muito forte e difícil de ser batido. Não há outra seleção com um arsenal de ataque tão poderoso quanto a Rússia com a dupla Kosheleva e Goncharova. Acho até que a seleção melhorou na defesa, dando mais oportunidades para o contra-ataque pontuar.

E não adianta, Brasil e Rússia não vão deixar de ser um clássico tão cedo. Há os componentes técnicos e tático e, também, o psicológico – esse, em grandes doses.

Por isso,apesar de não terem garantido suas vagas ainda, Rússia e EUA continuam sendo os principais adversários do Brasil para o tri-olímpico. Ah, além de outro adversário fortíssimo que não disputou a Copa: o próprio Brasil.
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