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Mundial 2018 - Brasil 3x0 Rep. Domininca

Fonte: Papo de Volei em 30/09/2018
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Foi-se o tempo que a República Dominicana era uma pedrinha no sapato brasileiro. O time caribenho, apesar de ter bons nomes, caiu de rendimento nos últimos anos e deixou de fazer parte do grupo de seleções emergentes para se conformar com a figuração.

Por isso, a segunda vitória brasileira no Mundial veio novamente, de uma certa forma, tranquila. O terceiro set foi o único que lembrou aquele time dominicano chato, agressivo e que ameaçava a superioridade brasileira no passado. Com a entrada da Peña, a Rep. Domicana ganhou uma opção efetiva de ataque que não tinha até então nem com a De La Cruz nem com a Martínez.

Mas o crescimento dominicano também pode ser colocado na conta brasileira. O Brasil, desde o segundo set, começou a desperdiçar contra-ataques. A qualidade do levantamento caiu nestas jogadas assim como o aproveitamento das atacantes, cometendo erros não forçados.

A história só não se complicou mais porque o Brasil teve uma relação de saque e bloqueio muito forte. O saque explorou bem a fragilidade do passe dominicano enquanto o bloqueio foi decisivo para conter alguma reação mais forte do adversário. Defensivamente, aliás, o time brasileiro esteve muito bem. Infelizmente, as bolas levantadas pela defesa é que nem sempre foram bem trabalhadas. O Brasil foi perdendo na atenção e no cuidado nas bolas na sequência das defesas.

Esse desperdício não foi decisivo porque, como falei, o bloqueio salvou o Brasil de alguns apuros e porque, também, a Rep. Dominicana é um time de pouca resistência (erra demais e em momentos cruciais). Contra adversários mais fortes, como a Sérvia que vem a seguir, estas oportunidades perdidas certamente fariam a diferença.

O Brasil tem na manhã (7h20) desta segunda o principal (e único) desafio desta primeira fase. Ao enfrentar a Sérvia, teremos uma melhor noção do que evoluiu ou não do Montreux para cá. Como disse no post anterior, a seleção me parece mais leve e mais inteira fisicamente, além de ter apresentado bom volume de jogo e forte presença do bloqueio, aspectos que costumam compensar a dificuldade ofensiva da equipe e que andavam tímidos nas competições anteriores.

Por outro lado, não mostrou, mesmo contra adversários mais frágeis, alguma melhora na recepção. A Sérvia, como se sabe, é só bomba no saque. Além disso, continuamos sem ter uma bola de segurança pelo meio. Carol tem uma dificuldade incrível para colocar a bola no chão, apesar de recebê-las, a meu ver, em boas condições. Já Bia é inexplicável: se vira com umas jacas e se sai mal com os bons levantamentos. 
 
Vamos esperar para ver como o Brasil se sai dessa.
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Demais resultados da 2ª rodada da 1ª fase:
Grupo A 
Camarões 0x3 Alemanha 
Argentina 0x3 México 
Japão 2x3 Holanda

Grupo B 
Canadá 0x3 Itália 
Cuba 0x3 Bulgária 
China 3x0 Turquia

Grupo C 
EUA 3x0 Trinidade e Tobago 
Azerbaijão 3x1 Coreia do Sul 
Tailândia 2x3 Rússia

Grupo D 
Cazaquistão 0x3 Porto Rico 
Quênia 0x3 Sérvia

- No grupo A, a Holanda suou para bater o Japão, no que foi a decisão do primeiro lugar da chave. O Japão não foi bem na Liga das Nações, rodando bastante o elenco, mas é um adversário que pode ser muito chato quando impõe seu ritmo, ainda mais quando joga em casa.

- No grupo B, a Turquia não conseguiu aprontar contra a China - apesar de ter sido um jogo apertado a partir do segundo set. A Turquia, como de costume, apostou na agressividade do saque e do ataque, o que, no balanço, acabou custando caro: 24 pontos em erros. Enquanto a China, mais serena e controlada, teve uma dupla de ataque bastante afiada com a Zhu e a Zhang. Além disso, apesar das bobeadas na recepção, a China foi muito cuidadosa nos ataques, evitando entrar no ritmo de erros que a fariam perder a sua principal vantagem no jogo. Para um time que costuma vacilar nos inícios de competição e num grupo equilibrado como o B, foi uma importante vitória chinesa.

- No grupo C, a Coreia acumula a segunda derrota. Se bobear, perde a vaga na próxima fase para a Tailândia, que já complicou a vida da Rússia nesta rodada. Aliás, as russas têm o hábito de se atrapalharem com os times asiáticos, especialmente a Tailândia.
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