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Fora do pódio... mais uma vez

Fonte: Papo de Volei em 10/09/2018
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Montreux 2018
Disputa do 3º lugar: Brasil 2x3 Turquia
Divulgação/FIVB

O Montreux poderia ter sido uma ótima oportunidade para o Brasil se preparar para o Mundial e, quem sabe, tirar o peso dos maus resultados e atuações da Liga das Nações, dando uma esperança de melhor desempenho na principal competição do ano.

Afinal, acreditava-se que ali, no pequeno torneio disputado há menos de um mês do começo do Mundial, o Brasil tería finalmente a chance de jogar com nossa força máxima. Tería os retornos da Garay e da Dani Lins, além da Natália voltando às quadras depois de meses parada.
 
Porém, nada saiu como se imaginava. Primeiro, houve os desfalques da Bia e, o mais importante, da Tandara. Natália, como se veio a saber há pouco, recém começou a saltar; não tinha condições de fazer mais do que sacar no Montreux. Ao contrário do que se esperava, a sequência de jogos não resultou em melhores desempenhos por parte da Dani Lins. E a Garay, em um retorno cauteloso, não conseguiu se destacar em meio a tanta inconstância brasileira.
 
Para piorar, o time, como conjunto, não evoluiu em nada desde o final da Liga das Nações. Nem em quadra nem nos resultados. O Brasil voltou a perder para seleções de pouca tradição e emergentes, casos da Polônia e da Turquia, além de ter ficado novamente fora do pódio - o que deve afetar diretamente a confiança do grupo.

Montreux, ao final, serviu para afundar o Brasil ainda mais na lama e mandar para o espaço qualquer esperança de que este time possa conquistar algo no Mundial.


Não me lembro de outra temporada tão complicada antes de um campeonato importante como a deste ano – pelo menos não na era Zé Roberto. Em 2012, pré Olimpíada de Londres, a preparação foi também tumultuada. O ambiente foi de muita tensão entre o Zé Roberto e as jogadoras por conta dos cortes feitos de maneira um tanto atabalhoada (pra não dizer desrespeitosa). A relação ficou estremecida e só foi consertada na marra, para evitar uma desclassificação vergonhosa na primeira fase dos Jogos.

Naquela época, no entanto, o Brasil tinha de onde tirar para dar a volta por cima. Tinha Sheilla, Jaqueline, Garay, Thaisa, Fabi e Fabiana. Agora, a seleção tem a sua disposição um grupo de jogadoras, na sua maioria, medianas. As poucas que se destacam tecnicamente, as veteranas, estão “capengas” fisicamente e, o pior, não conseguem se diferenciar da média da maioria. O grupo está nivelado por baixo.
 
Sei que antes das duas grandes conquistas brasileiras - os ouros de Pequim e Londres - o Brasil não teve vida fácil. Lidou com resultados ruins em 2007 e 2011, e com problemas de relacionamento às vésperas dos Jogos de 2012, como comentei acima. E, mesmo assim, a seleção achou uma maneira de se reerguer. Porém, está muito difícil acreditar que consiga repetir o feito no Mundial deste ano. É outro estágio que a seleção vive, sem grandes talentos e sem um conjunto confiável.

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Talvez o que mais doa neste Mundial não seja o fato de a seleção não brigar pelo título. Quem tem os dois pés no chão e acompanha o time, sabe que este definitivamente não é o ano para o Brasil ganhar o seu primeiro Mundial. Existem equipes melhores, com uma base muito mais sólida, e que vivem melhor momento.

O que poderá ser bastante doloroso é ver, ao final do Mundial, que o tamanho do Brasil no cenário internacional não é mais o mesmo. Que a camisa amarela que tanto impunha respeito, será confrontada; que seleções que costumavam ser freguesas, vencerão o Brasil com propriedade; e que o Brasil terá pela frente uma trajetória difícil para voltar ao topo.

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+ Montreux 2018
- Difícil destacar alguma jogadora brasileira nesta fraca campanha no Montreux, mas a Rosamaria deve ter garantido a vaga para o Mundial com suas atuações no torneio. Não, ela está longe de ser a solução dos problemas brasileiros no ataque e continua vivendo de alguns momentos inspirados. Mas na situação atual, Rosa acabou se tornando a melhor opção para ser reserva da Tandara.

- A Itália ficou com o título depois de vencer a Rússia por 3x0. Egonu fez um ótimo Montreux, sendo a segurança do ataque italiano nos dois jogos decisivos. O desafio italiano no Mundial será não desgastá-la na fase classificatória e que a Malinov dose melhor as bolas para oposta. Já na Rússia, a Goncharova retornou bem ao time, fazendo bons jogos na semifinal e final. Ainda assim, não consigo ver o time russo chegando forte ao Mundial.
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