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Fora do pódio

Fonte: Papo de Volei em 1/07/2018
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Terceiro lugar:
Brasil 0x3 China


vôlei feminino seleção brasileira
Depois de longas sete semanas de competição, o Brasil ficou de fora do pódio da primeira edição da Liga das Nações.

Uma pena que todo o desgaste e empenho do grupo não tenham sido recompensados com uma medalha. Levando em consideração as limitações do elenco e a extensão do torneio, não dá para negar que a seleção superou as expectativas e fez uma boa campanha. Mas também não dá para negar que não jogou bem quando chegaram as decisões – e é isso que vale para determinar o pódio.

O curioso é que, no Grand Prix do ano passado, com um pouco mais de recursos individuais, o Brasil só chegou às semifinais graças à China (ou à Holanda, depende do ponto de vista). Pelo que vinha jogando, o justo seria parar no grupo da fase final. Mas quando chegou à semifinal, se agigantou e conquistou o título com muita propriedade. Na Liga deste ano, o percurso foi o inverso.

E é isso que me incomoda nas últimas derrotas. Não o perder em si, que faz parte do jogo. Mas as atuações brasileiras foram muito abaixo daquilo que é capaz de fazer, tanto individualmente como coletivamente. 

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Na decisão do terceiro lugar, a China foi o Brasil do jogo de sexta-feira. Ou seja, nos deu o troco. Anulou a seleção com o saque e na marcação e, com um bom passe, foi muito mais veloz e equilibrada no ataque, com a Li fazendo companhia à Zhu na definição.

Já o Brasil novamente esteve sem agressividade no saque, pouco focado e errando demais. A China, na melhor partida que vi dela na Liga, deu poucas brechas para a recuperação brasileira. O que se via era uma seleção brasileira suando para empatar o placar e a China com facilidade abrindo novamente vantagem. 

 
Acho que o Brasil acabou, nestas duas últimas partidas, pagando o preço por ser tão engessado. Contra a China, a Gabiru teve que ser titular no lugar da Suelen, que quebrou a mão. Quantas partidas a líbero reserva jogou na Liga? Um set aqui, outro ali. Muito pouco. Ela sentiu a falta de ritmo, principalmente no passe, que é um fundamento em que tem mais dificuldade. A China se aproveitou disso, pegando-a como alvo a partida inteira – e, como se viu, teve sucesso na sua estratégia.

Desde a penúltima semana de classificação a Roberta estava caindo de rendimento. O problema não era nem na distribuição, mas na qualidade dos levantamentos. Contra a China, ela esteve mal, só foi melhorar depois de uma chamada de atenção mais forte do Zé Roberto no terceiro set. Mas aí já era tarde, ela já tinha comprometido parte da atuação brasileira. E a Macris no banco, sem ter 10% da confiança do treinador para entrar numa troca simples de levantadoras.

Estes são somente dois exemplos de muitos que provam como o Brasil é burocrático e conservador. Só que num campeonato extenso como a Liga, ser assim é que é arriscado. 



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Final 
EUA 3x2 Turquia

Mais um tie-break para a lista de confrontos entre as duas seleções neste ano. E acho que o fato de ter ido para o quinto set é que deu a vitória para os EUA, o primeiro campeão da Liga das Nações.

A Turquia tem dificuldade em manter um padrão de jogo. Naturalmente, até por arriscar e errar mais, as conquistas são mais difíceis de manter, principalmente quando o adversário é mais experiente ou não é um Brasil perdido em quadra.

Os EUA, ao contrário da seleção brasileira, soube aproveitar as chances dadas pela Turquia em falhas. Ao final no terceiro set, recuperaram uma vantagem de seis pontos (22x16) explorando a fragilidade no passe turco e os erros do adversário. Só não levaram o set porque a arbitragem cometeu um erro crasso não marcando um dois toques da levantadora turca.

A maturidade do time norte-americano pesou assim como também a coragem do seu treinador em mudar a formação da sua equipe ao longo da partida. Com problemas no passe, tirou a Bartsch e colocou a Hill. Mas, com isso, o time perdeu em ataque já que a Murphy e a Larson não colaboravam em nada. Então, recolou a Bartsch, desta vez, como oposta no lugar da Murphy – usando a formação de preferência de alguns participantes do Papo.

Aí o time finalmente criou um arsenal mais consistente para superar uma Turquia que ficou muito dependente da Boz (repetindo a ótima atuação que teve contra o Brasil) e da central Erdem.

Eu que tantas vezes critiquei os EUA por serem um time sem jogo de cintura para se reinventar durante as partidas, tive que calar a boca. A mudança do Kiraly foi fundamental para mudar a cara da equipe.
 

E, quanto à Turquia, que bela campanha feita na Liga! É um time com boas alternativas pelas pontas com a Boz e a Baladin, além da opção da jovem Karacurt. A líbero Akoz fez uma grande fase final e tem sido uma das responsáveis por comandar a ótima defesa turca. Pelo meio, a Erdem, que considero uma das melhores centrais do mundo no momento, é uma opção de segurança para o ataque e, com a jovem colega de posição, a Gunes, faz uma boa dupla no bloqueio. 

É de se ficar de olho na Turquia no Mundial. Ela está no grupo mais complicado, com China, Itália, Bulgária, Canadá e Cuba. São quatro que se classificam para a fase seguinte, então não há risco das principais seleções ficarem de fora. Mas a Turquia pode, por exemplo, atrapalhar uma boa posição da China. 
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Melhores da Liga 2018

Levantadora: Cansu Ozbay (Turquia)

Melhor líbero: Suelen Pinto (Brasil)

Centrais: Eda Erdem (Turquia) e Tetori Dixon (EUA)

Ponteiras: Ting Zhu (China) e Michelle Bartsch-Hackley (EUA)

Oposto: Tandara Caixeta (Brasil)


- Contente em ver a Tandara na seleção da Liga 2018. Se tem uma jogadora brasileira que merece o reconhecimento, é ela.
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