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Com falhas, sistema de “challenge” precisa de mudanças urgentes

Fonte: Saída de Rede em 1/07/2015
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Toque no bloqueio, bola dentro ou fora, invasão… em um jogo tão rápido e com tantas variáveis como o vôlei, a adoção de um sistema de replay é fundamental para impedir injustiças contra os times em quadra. Justamente por isso, nos últimos anos sistemas com câmeras cujo objetivo é o esclarecimento de lances duvidosos tem sido testados.

A Liga Mundial passou a adotar um sistema do tipo em 2003, mas, apesar dos inegáveis avanços que a medida trouxe, a FIVB precisa repensá-la. Falta de clareza para o telespectador, burocracia, demora e a malandragem de alguns técnicos estão tornando a inovação tecnológica um fardo para o esporte.

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Peguem por exemplo os dois jogos entre Brasil e Austrália no último fim de semana. Na primeira partida, quem acompanhou pela TV, só viu o resultado do desafio através de cenas mostradas pelo telão do próprio ginásio, o que tornava a visualização péssima. No duelo seguinte, a coisa piorou: éramos informados apenas da decisão dos comissários responsáveis por avaliar o lance e pronto.

Longe de duvidar da integridade deles, mas por que não mostrar claramente para quem está em casa o que realmente houve? Tecnologia não falta, pois em outras partidas o replay pôde ser visto tranquilamente. Agindo dessa forma, a entidade que controla o vôlei coloca desnecessariamente em xeque a capacidade dos juízes.

A burocracia é outro problema. Cada vez que solicita um “desafio”, o time deve dizer o que acredita que esteja errado e pronto. Por exemplo: se a seleção brasileira aponta um suposto toque no bloqueio, mas for detectado um toque na rede no fim da jogada, não há nada a fazer. Complicado.

Em uma era na qual até sets são reduzidos na tentativa de se adequar às transmissões da TV, a falta de padronização e as dificuldades tecnológicas do desafio fazem com que o tempo de jogo cresça demais. Dependendo do lance, a partida pode ficar três ou quatro minutos parada e, mesmo assim, ele não ser completamente esclarecido.

Há de se ressaltar também que alguns técnicos estão piorando o problema ao usar o direito de pedir um replay como uma espécie de tempo extra – solicita-se a revisão de um lance qualquer apenas para provocar a interrupção do confronto. Trata-se de uma artimanha desonesta e que só prejudica o esporte. Por isso, merecia algum tipo de punição.

Sou completamente a favor do “desafio”, mas, do jeito que está, o sistema tem prejudicado o vôlei. Mudanças urgentes são necessárias, mas a atual gestão da FIVB no comando não parece muito atenta a isso.

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