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Importadora Clarets e Domaines Delon

Fonte: Nelson Luiz Pereira em 27/05/2018
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São pouquíssimas as importadoras que a pessoa pode comprar um vinho qualquer do portfólio sem conhecer muito sobre o mesmo. Uma delas é a Clarets com vinhos muito bem selecionados pelo sommelier Manoel Beato, o mais ativo e experiente no ramo da restauração, origem clássica da profissão. No comando da Clarets está à frente dos negócios o belo casal, Guilherme Lemes e Keren Marchioro. Maiores informações, http://www.clarets.com.br 

Em mais um convite da importadora, conhecemos as novidades trazidas pela família Delon, onde seu mais famoso ícone é o Chateau Léoville Las Cases, um super Deuxième da comuna de Saint-Julien. Antes porém, um belo início com três Cavas da família Juvé & Camps, numa ordem crescente de tempo em contato sur lies (sobre as leveduras). Intermediando a degustação, partimos para alguns tintos da Puglia da nobre Tenute Rubino. 

img_4681Familia Juvé & Camps

Situada em Sant Sadurní d´Anoia, a melhor região de Cavas, Juvé & Camps controla todo o processo de elaboração, desde vinhedos próprios, até todas as fases de vinificação.

Começamos a degustação com um Cava de entrada por R$ 132 reais, já um Reserva, chamado Cinta Púrpura em versão Brut. Elaborado com as castas brancas tradicionais em iguais proporções, temos a Xarel-lo, Macabeo (conhecida também como Viura em Rioja) e Parellada. Esta última, dando um toque gracioso ao conjunto, enquanto a Xarel-lo aporta estrutura. O vinho passa cerca de 24 meses em contato sur lies antes do dégorgement. 

Em seguida, passamos a um Cava mais estruturado, gastronômico, chamado Reserva de Familia Gran Reserva na versão Brut Nature safra 2014. A alta proporção de Xarel-lo fornece mais corpo e estrutura ao vinho. Além disso, uma certa austeridade pela secura elegante deste Cava completa o conjunto. O vinho passa cerca de 36 meses sur lies, aportando maior complexidade. Este exemplar, na faixa de R$ 183 reais.

Finalizando as borbulhas, mais um Gran Reserva, desta vez Brut, chamado Gran Juvé & Camps safra 2013. A novidade é que aqui temos 25% de Chardonnay no blend tradicional, além  das três uvas já citadas. Esse fator, confere mais elegância ao conjunto. Conferindo ainda mais complexidade, o vinho passa cerca de 42 meses sur lies, antes do dégorgement. Seu preço fica na faixa de R$ 332 reais.

img_4679Tenute Rubino

Partindo agora para Puglia, região sul da Italia, temos três exemplares da Tenute Rubino, todos tintos. Começando pelo Oltremé IGT Salente 2016, elaborado pela uva autóctone 100% Susumaniello de baixa produtividade, sem passagem por madeira. Um vinho de entrada por R$ 115 reais com notas de frutas maduras, especiarias, e um traço de mineralidade.

Em seguida, temos o Jaddico DOC Brindisi Riserva 2013 saindo por R$ 199 reais. Um vinho já mais estruturado com um blend de 80% Negroamaro e 20% Susumaniello. Vinificação com maceração mais longa e afinamento de 8 a 9 meses em barricas francesas de primeiro uso. Tinto bem equilibrado, madeira bem dosada, e muito gastronômico.

Finalizando o trio italiano, temos o Cru Torre Testa IGT Salento 2015 por 299 reais. Voltamos agora à uva 100% Susumaniello de baixíssimos rendimentos de videiras antigas. Vinho de longa maceração com amadurecimento em barricas francesas de primeiro uso por 12 meses. Um vinho potente de álcool, bela estrutura tânica, e notas marcantes de licor de frutas (cerejas, amoras). De certo modo, lembra um Amarone. Vinho bom para uma lareira.

Domaines Delon

O gran finale ficou para os vinhos do grupo Delon que entre outros, elabora o grande Léoville Las Cases, um dos mais reputados tintos bordaleses da comuna de Saint-Julien. Começando pelo Chateau Potensac, uma das referências em Cru Bourgeois de tradição, foi servido inicialmente seus segundo vinho, Chapelle de Potensac 2014. Um vinho de R$ 165 reais que já entrega muito prazer para quem aprecia os aromas e sabores de um Bordeaux. Taninos macios, toques terciários elegantes, e muito bem equilibrado. Uma bela compra para o dia a dia.

img_4677prazer sem ferir o bolso

Já o Potensac 2012, um tinto mais estruturado, mais fechado em aromas, mas com bom potencial de guarda. Deve ser obrigatoriamente decantado, onde as notas de cassis, ervas, e tostados, vão se abrindo pouco a pouco. Sai por R$ 325 reais na importadora.

img_4678elite do Haut-Médoc

A última dupla fica por conta do Chateau Léoville Las Cases, começando pelo seu segundo vinho, Le Petit Lion 2012, saindo por R$ 570 reais. Um vinho ainda em evolução, mas menos estruturado que o Grand Vin. Devidamente decantado, já pode ser apreciado, sobretudo acompanhando pratos de carnes vermelha, notadamente o cordeiro. Pode ser adegado por alguns anos ainda, sem problemas.

A apoteose ficou reservada mesmo para o grande Léoville Las Cases safra 2013, uma safra bem problemática. Mesmo assim, este exemplar tem 92 pontos de Parker com apogeu previsto para 2030. Um tinto super elegante com taninos finíssimos de rolimã. Muito equilibrado, percebe-se o cassis, a madeira nobre, e os traços de tabaco que ainda estão por vir. Um vinho que vai evoluir bem em adega mas que neste momento, pode ser prazeroso pelos aromas primários ainda muito presentes. Sai por R$ 1930 reais na importadora com a vantagem de ficar pronto mais cedo para o consumo.

Agradecimentos à importadora Clarets por mais esta oportunidade, pela bela recepção e apresentação dos vinhos. Sempre no aguardo de mais novidades. Abraço a todos!

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