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Enologia moderna e Biodinâmica

Fonte: Didu Russo em 26/09/2018
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A enologia moderna tem à sua disposição recursos infindáveis de tecnologia para cumprir sua função de entregar um bom vinho. Em insumos enológicos então, são cerca de 300 produtos para correção do vinho! Pode-se via de regrar consertar tudo. Isso é ótimo, afinal a palavra de ordem de um enólogo dos dias de hoje é Controle. Ele precisa ter controle sobre a fermentaçnao e o resultado dela, que deveria ser algo simples e se tornou em um enorme laboratório. Isso evidencia a diferença entre um enólogo e um artesão, um vigneron…

O enólogo não quer e nem pode se dar ao luxo de correr riscos, ainda mais quando produz volume. Comnheço diversos que adoram a biodinâmica, que têm suas hortas biodinâmicas, mas em seus empregos me dizem: “Didú, eu preciso dormir. E para dormir eu tenho que ter certeza de que entregarei o que os acionistas estão esperando de mim…”.

Assim, embora super trabalhoso e com pessoas talentosíssimas, é muito comum se encontrar falta de personalidade nos vinhos modernos. Todos estão cada vez mais parecidos. Fala-se de terroir por questão de modismo, mas eles estão longe disso infelizmente.

Os vinhos têm que estar dentro das tipicidades descritas das castas, tem que estar equilibrado, tem que ser límpido, não pode ter traço algum de aromas indesejados e têm por tanto que ter padrão. Ano após ano o vinho tem que ter padrão. Resultado o mais das vezes é a mesmice.

E pior, nos vinhos consagrados, que conseguiram a duras penas conseguir seu espaço no mercado, procura-se entregar o mesmo vinho em todas as safras!…, ora gente, um ano é diferente de outro ano, isso é a natureza, não cabe ao homem controlá-la. O vinho obviamente deverá ter diferente perfil de ano para ano.

Eu gostaria, respaldado pela idade que justifica a minha chatice, sugerir ao enólogos que têm o controle da vinificação, que hoje perfazem a grande maioria do mercado, que dedicassem por curiosidade a visitar em alguma de suas férias alguns produtores biodinâmicos, apenas para tentar saber como é que eles podem produzir verdadeiras maravilhas, sem a adição de absolutamente nada para corrigir coisa alguma em seus vinhos… Não é curioso isso? Será que vocês não gostariam de saber? Não há interesse por isso?

Abaixo uma pequena relação de alguns que me vêm a cabeça agora, mas há muitos mais… basta se informar… Fica a sugestão do “chatododidu.

Le Roy, Domaine de La Romanée Conti, Château Le Puy, La Grave, Clos de La Coulée de Serrant, Egly-Ouriet, J.C.Rateau, Pierre Frick, Barranco Oscuro, Marcel Deiss, Zind Humbrecht, Ostertag, Josmeyer, Michel Lafarge, Leflaive, Comte Armand, Benjamin Romeo, Catherine et Dominique Derain, La Grave, Rousset Peyraguey, Fleury, André et Mireille Tissot, Milton Vineyard, Léon Barral, Rimbert, Domaine de Trevallon, Chapoutier, Ostertag, Domaine Zusslin, Josmeyer, Nikolaihof Wachau, Rainer EYMANN, Casa de Mouraz, Aphros, Günther SCHÖNBERGER, Ricardo Pérez PALACIOS, Domino de Pingus, Alvaro ESPINOZA, Foradori, Orsi San Vito, Weingut Wittmann, Dettori, Rippon, Fuori Mondo, San Polino, Barmes Buecher, Castellina, Stela di Campalto, Weingut Clemens Busch, Cascina degli Ulivi, Pian dell’Orino, Cobaw Ridge Winery, Nikolaihoff, Mas Estela, Clos Lentiscos, Alice et Olivier de Moor, Domaine Rateau, Domaine Trapet, Giboulot, Lafarge, Pierre Morey, Gombaude Guillot, Franck Pascal, Pierre Breton, Leon Barral, Les Clos Perdu, Roland Pignard, Ch. des Barchealards.

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