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" Pensando "fora da caixa" ... "

As lições das Artes para a Gestão da Inovação

Fonte: Blog do Management em 14/09/2015
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Michelangelo e Galileu são nomes que misturam arte, técnica e inovação. Ambos são excelentes exemplos para a gestão de pessoas e o pensar “fora da caixa”, que tanto se fala nas organizações – ainda mais em tempos desafiadores como os que estamos vivendo.

De Michelangelo saliento Davi, a escultura mais bonita, mais perfeita da história da humanidade, segundo 9 dentre 10 experts em Arte. Quando perguntado como ele conseguiu, com poucos recursos tecnológicos, fazer algo tão bonito de uma enorme e bruta pedra de mármore, o artista respondeu: “Mas eu não fiz nada disso. Eu apenas retirei da pedra de mármore tudo que não era o Davi!”.

O que podemos depreender disso? Muita coisa. E, principalmente, que o papel do líder é o de perceber uma obra de arte dentro de uma pedra bruta, remover os obstáculos e dar vida a um talento. Sempre pergunto aos CEOs, nos Programas de Desenvolvimento de Líderes que realizo, sobre qual obra de arte cada um está esculpindo. Ou seja, em qual talento está se empenhando em desenvolver, se está investindo em um possível sucessor. São perguntas incômodas mas necessárias. Esse é o maior legado que um líder pode deixar: sucessores e uma equipe capaz de perpetuar a obra que o líder iniciou.

Já a peça Galileu Galilei, de Bertold Brecht, uma notável interpretação da atriz Denise Fraga no papel título, é uma bela metáfora sobre a inovação e sobre a grande questão que precisamos nos fazer: “O que é melhor: morrer pela causa ou viver pela causa?” Sabemos que ele abjurou das suas teses para não morrer queimado pela Inquisição da Igreja Católica que, só em 1992 (alguns séculos depois), reconheceu o erro e pediu perdão pelo que fez ao cientista.

Galileu foi um questionador, um inovador, um determinado que viveu para comprovar sua intuição. A Terra é que gira em torno do Sol, não o contrário. Não era a Terra o centro do universo como queria a Igreja. Hoje, podemos perguntar qual o centro do universo corporativo. Muitos ainda acham que a empresa é o centro, com suas normas, processos, estruturas e burocracias. E que os clientes e as pessoas é que giram em torno dela.

Precisamos sepultar essa ideia morta, pois no mundo corporativo, o centro do universo não é a empresa, mas sim os clientes e as pessoas. A empresa deve girar em torno desses personagens e não vice-versa – como ainda pensam alguns executivos e vários teóricos e acadêmicos do Management tradicional.

Por isso, defendo que precisamos pensar na Era do NeoManagement, na qual clientes e pessoas devem estar no centro das decisões empresariais. E, com isso incentivo as turmas do RH, do comercial e do marketing para sairem de suas confortáveis caixinhas burocráticas e andarem mais de mãos dadas – e não de costas um para o outro como tem sido a prática vigente.

Os líderes empresariais têm muito a aprender com as lições de Michelângelo e Galileu Galilei.

 

Em tempo: vale a pena visitar a exposição “Invento”, na Oca, no Ibirapuera, um evento visível de como tecnologia, Ciência e Arte andam juntas.

 

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