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Degustação: 5 Rótulos da Paulistânia

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Sediada em São Paulo, capital, a Bier & Wein é uma das mais importantes empresas nacionais no setor de bebidas premium, tendo atuado como importadora desde 1993. Representante de nomes consagrados como Erdinger, Hofbräu e La Trappe, em 2009 lançou sua própria linha de cervejas - a "Paulistânia".

A marca engloba atualmente uma série de bares e distribuidoras em todo o Brasil. Entre eles se destacam a cervejaria do Eataly e o Brewpub Paulistânia (ambos em São Paulo/SP), além da rede de franquias Confraria Paulistânia Store (com unidades em São Paulo/SP e Monte Verde/MG). Em 2016, um evento bimestral chamado "Beer Fest" também passou a ser organizado pela marca na capital paulista.

NOVA LINHA CRAFT

Durante oito anos, a Paulistânia se consolidou com três estilos relativamente simples (Premium American Lager, Dunkel e Strong Red Lager) fabricados de maneira terceirizada pela cervejaria Conti Bier, de Cândido Mota (SP). A partir do segundo semestre de 2017, contudo, uma expansão da linha trouxe seis novos rótulos mais bem afinados com o mercado artesanal propriamente dito. Essas novas receitas têm sido produzidas sob contrato pela cervejaria Berggren, em Nova Odessa (SP).

VIADUTO DO CHÁ



O rótulo propõe uma "Premium American Lager" um pouquinho mais lupulada acrescida de erva-mate.

Líquido cor de ouro velho, translúcido. Na taça, forma dois dedos de colarinho esbranquiçado de média duração.

O aroma destaca a citricidade do lúpulo junto a traços bem distintos de erva-mate. Reminiscências de casca de laranja e chá preto despontam assim entre suave toque maltado.

Na boca tem corpo baixo-médio e elevada carbonatação. Sugestões de laranja e limão, advindas do lúpulo, integram-se de maneira harmônica com o sabor da erva-mate. Notas de cereais e sutil dulçor acenam de fundo. Um amargor moderado pontua o final seco.

Típica cerveja diferente, daquelas propensas a dividir opiniões. A sensação lembra um chá preto com limão. Vale conhecer.

CAMINHO DAS ÍNDIAS



"Session IPA" de 42 IBU com adição de açafrão-da-terra (cúrcuma).

Líquido âmbar claro, translúcido. No copo, forma dois dedos de colarinho esbranquiçado de longa duração.

Aroma predominante de lúpulo cítrico/frutado, remetendo à tangerina, abacaxi e limão. Discreta pegada de cúrcuma se insinua de fundo.

De corpo baixo-médio e carbonatação suave, na boca destaca notas de tangerina, "grapefruit" e limão acompanhadas de significativo amargor. Ligeiro toque picante de cúrcuma salpica o final seco e lupulado.

Cerveja competente de bom custo-benefício. Nem parece uma "Session".

LARGO DO CAFÉ



Oatmeal Stout com adição de café.

De coloração castanha escura, forma espuma marrom clara abundante, com algumas bolhas grandes, de média retenção.

Aroma adocicado, levemente tostado, com boa presença do café. Sutil toque de lúpulo terroso acena de fundo.

Na boca tem corpo baixo e elevada carbonatação. Notas de café, cereais e tosta antecedem modesto amargor. Certa sensação aguada permeia o final seco e tostado, levemente terroso.

Cerveja de aroma agradável, mas com um corpo ralo que prejudica o sabor. Não compraria novamente.

PÁTIO DO COLÉGIO



Batizada em homenagem ao local do nascimento de São Paulo, esta Belgian Tripel recebe adição de cardamomo.

Líquido translúcido de coloração âmbar. Servido, exibe dois dedos de espuma esbranquiçada de longa permanência.

Aroma frutado, condimentado, trazendo banana, compota de laranja e cravo com um fundinho de cardamomo.

Na boca mostra corpo alto, com significativo dulçor de caramelização e carbonatação elevada. Suave toque de cardamomo acompanha notas de laranja cristalizada, banana e cravo. Um amargor modesto contrapõe o final frutado, condimentado, ainda meio adocicado. Drinkability mediana.

Ainda que um pouco doce demais pro estilo, o resultado é uma cerveja saborosa, com o cardamomo integrado sem exageros. Bom custo benefício.

IPIRANGA



"Strong Red Lager" maturada com madeira (lascas, espirais ou chips) de amburana. Seu nome faz referência ao rio Ipiranga (que em tupi significa "rio vermelho"), à beira do qual D. Pedro I proclamou a independência do Brasil.

De coloração rubi, na taça forma dois dedos de creme bege escuro de média duração.

No nariz, traços de caramelização e leve tostado surgem entre nuances sutis de coco verde e canela, promovidas pela amburana.

Na boca, suave dulçor de caramelo se esforça para alicerçar notas apagadas de coco, tosta e canela. Corpo médio-baixo, amargor quase nulo e carbonatação gentil. Certa sensação de água com açúcar define o final chocho e raquítico. Uma lembrança evanescente da amburana tenta consolar no retrogosto.

Cerveja sem graça, que não diz muito a que veio. Falta-lhe corpo, personalidade e presença. Quem não sabe o que esperar de uma cerveja 'wood-aged', provavelmente verá pouca diferença; quem espera alguma coisa, deve se decepcionar.

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